Por Jorge Aragão, Reaction News, 16 de janeiro de 2026

O que Brasília tentou tratar como “retórica de campanha” tornou-se, nas últimas 24 horas, uma crise de Estado. A administração Donald Trump não está mais apenas ameaçando; ela começou a apertar o gatilho econômico contra o Brasil.
Enquanto o Itamaraty insiste em notas sobre “soberania não negociável”, o mercado financeiro já precifica o desastre: as ações da Embraer derreteram mais de 7% com a confirmação de que Washington estuda impor tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros. O motivo? A recusa do governo Lula em condenar a presença iraniana na América do Sul e o alinhamento persistente com ditaduras regionais.
1. A armadilha do Irã e o pesadelo do Agro A nova doutrina de Trump é clara: quem negocia com o Irã, paga a conta. O governo americano anunciou tarifas de 25% para países que mantenham negócios com Teerã. Para o Brasil, isso é um xeque-mate. O agronegócio depende de fertilizantes iranianos e exporta milho para lá. O vice-presidente Geraldo Alckmin tentou minimizar, dizendo que o comércio é “pequeno”, mas o produtor rural sabe a verdade: sem esses insumos ou com sobretaxa americana, a safra 2026 encarece e perde mercado.
2. Embraer: a joia nacional como refém A Embraer é a vítima mais visível dessa guerra ideológica. Com fábricas e milhares de empregos nos EUA, a empresa brasileira está sendo usada como alavanca de pressão. O CEO da companhia já admite que a tarifa de 50% “disruptou os planos” e iniciou uma operação de guerra em Washington para tentar salvar contratos. O governo brasileiro, ao invés de proteger sua maior empresa de tecnologia, prefere proteger relações diplomáticas com Caracas e Teerã.
3. O fim do “Visto Fácil” Para o cidadão comum, o impacto chega dia 21 de janeiro. A suspensão da emissão de vistos de imigrante para brasileiros não é burocracia; é recado político. O Brasil entrou na lista de países que Washington considera “não cooperativos” na segurança hemisférica.
Conclusão A “neutralidade” do governo Lula custou caro. Trump colocou o preço na mesa: ou o Brasil escolhe o Ocidente, ou pagará tarifas de “inimigo”. O dólar sobe, a bolsa cai, e quem paga a conta da ideologia, mais uma vez, é o setor produtivo.
Leia a primeira parte no X: https://x.com/jorgeluizaragao/status/2012139883502919764?s=20


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